painel solar

Miniprodução

A miniprodução consiste em produzir eletricidade para venda à EDP, através de instalações de média potência, ligadas em baixa ou em média tensão recorrendo a fontes de energia renováveis. A potência instalada pode variar desde 4 KW até 250 kW.


Legislação

O regime jurídico aplicável à miniprodução foi estabelecido pelo DL 34/2011, de 8 de Março. Neste diploma são definidos diversos aspectos, tais como o papel das várias entidades envolvidas na miniprodução (produtores, instaladores, comercializadores EDP, DGEG, etc.), os requisitos para o licenciamento das instalações e o valor inicial da tarifa subsidiada aplicável a cada tecnologia.

Paineis solares de miniprodução montados sobre o telhado de uma instalação industrial

Têm acesso à actividade de miniprodução todas as entidades que sejam titulares de um contrato de compra de electricidade, incluindo indivíduos, empresas, condomínios, entidades públicas, etc. A lei prevê ainda a possibilidade de uma entidade terceira proceder à instalação e exploração de uma unidade de miniprodução, ao abrigo de um contracto escrito celebrado com o titular do contracto de compra de energia.

As unidades de miniprodução têm que estar localizadas junto de instalações de consumo de electricidade, estando a potência máxima de produção limitada a 50% da potência contratada para consumo. Em regra, a quantidade de energia produzida anualmente não pode ser superior ao dobro da quantidade de energia consumida anualmente, salvo nos casos em que a unidade se miniprodução seja explorada por uma entidade terceira (i.e. que não o titular do contracto de compra de electricidade).

O processo de licenciamento de uma instalação de miniprodução passa pelo registo no sítio criado pela DGEG especialmente para o efeito, em www.renovaveisnahora.pt. Após a autorização da instalação pela DGEG, o promotor dispõe de seis meses, para instalações em baixa tensão, ou oito meses, para as restantes instalações, para proceder à instalação da unidade de miniprodução e requerer a respectiva inspecção. A atribuição do certificado de exploração está dependente da inspecção da instalação por parte da Certiel; a instalação será ligada à rede pública após obtida a certificação e assinado o contrato de venda da energia com o comercializador (EDP ou outro).

Paineis solares de miniprodução montados sobre uma estrutura fixa no solo

O DL 34/2011 classifica as instalações de miniprodução em três escalões, em função da respectiva potência:
- Escalão I: até 20 kW;
- Escalão II: 20 a 100 kW;
- Escalão III: 100 a 250 kW;

A legislação prevê a remuneração de sistemas de miniprodução através de uma tarifa bonificada cujo valor é função do escalão de potência da instalação e do tipo de tecnologia de produção empregue (ver secção seguinte). O acesso à tarifa bonificada implica a realização de uma auditoria energética à instalação de consumo de electricidade associada à unidade de miniprodução e a implementação de medidas para aumento da respectiva eficiência energética.

Na Energlobo tratamos de todo o processo para os nossos clientes, incluindo o registo, a auditoria energética a certificação e o comissionamento da instalação.


Rentabilidade

A energia produzida por um sistema de miniprodução é integralmente vendida à EDP (ou outro comercializador) a um preço fixo durante os primeiros 15 anos. O preço depende da tarifa bonificada em vigor na altura da emissão do certificado de exploração, da tecnologia de produção empregue e do escalão de potência da instalação. Para as unidades do escalão I o preço de venda é calculado directamente com base na tarifa de referência, para as unidades dos escalões II e III o preço é apurado através de um leilão em que os candidatos oferecem descontos sobre a tarifa de referência.

Após os primeiros 15 anos de funcionamento de uma unidade de miniprodução a energia passa a ser vendida em regime de mercado, nas mesmas condições das grandes centrais de produção. Neste regime o preço da electricidade varia fortemente em função das condições de mercado (consumo, preço do petróleo, etc.).

A rentabilidade de um sistema de miniprodução solar é determinada, não só pelo preço de venda, mas também pela produtividade da instalação e pelo custo do investimento inicial. A produtividade da instalação depende de diversos factores, tais como a quantidade de horas de sol disponíveis anualmente no local, as condições de implantação dos painéis solares e a eficiência dos equipamentos utilizados. O valor do investimento inicial depende das características específicas de cada instalação, da potência do sistema e da eventual opção por um sistema de seguimento solar. Em geral, dentro de um mesmo escalão, as instalações de maior potência são mais rentáveis, porque alguns custos são fixos e independentes da potência instalada.

O acesso à tarifa bonificada implica a implementação de medidas de aumento da eficiência energética. Longe de constituírem um encargo adicional, estas medidas são em geral um óptimo investimento, por vezes quase sem custos (e.g. racionalização de consumos, alterações de procedimentos). Na Energlobo temos competências técnicas específicas e ampla experiência no domínio da auditoria e eficiência energética, que pomos ao seu serviço para o ajudar a tirar o maior partido desta vertente do investimento.

A miniprodução é um investimento seguro, rentável e com características únicas. A dimensão das instalações e o investimento associado podem ser adequados aos seus objectivos, variando desde algumas unidades até centenas de quilowatts. Na Energlobo oferecemos-lhe a confiança de um parceiro experiente que está presente ao longo de todo o ciclo de vida do seu investimento.


Tecnologia

As instalações de miniprodução com tarifa bonificada podem utilizar sistemas de produção de electricidade com tecnologia solar, eólica, hídrica, de biogás e de biomassa. Actualmente a solução mais rentável e mais utilizada é a tecnologia solar fotovoltaica. Estes sistemas utilizam painéis solares fotovoltaicos para converter directamente a radiação solar em energia eléctrica, por efeito fotoeléctrico.

Painéis solares de miniprodução montados sobre um telhado

Os painéis solares podem ser instalados em telhados, em terraços, ou no solo. São necessários cerca de 7 metros quadrados de painéis por cada kilowatt de potência da instalação. Assim, uma instalação com 20kW de potência ocupa uma área de cerca de 140 metros quadrados. Para se obter uma boa produtividade os painéis devem estar orientados aproximadamente para sul e sem sombreamentos.

Quando os painéis são instalados no solo, podem utilizar-se seguidores solares. Este tipo de sistema orienta automaticamente os painéis na direcção do sol, acompanhando o seu movimento ao longo do dia, o que permite aumentar até 25% a produtividade da instalação.

Os painéis solares produzem electricidade em corrente contínua. Como a rede eléctrica pública funciona em corrente alternada, torna-se necessário utilizar inversores (ou onduladores) que convertem a corrente contínua em corrente alternada. Os inversores utilizados em instalações de miniprodução devem ter um bom rendimento, caso contrário desperdiçar-se-á uma parte significativa da energia produzida, com reflexo negativo na rentabilidade do investimento.

O DL 34/2011 estipula que o promotor de uma instalação de miniprodução « deve proceder a uma averiguação das condições técnicas de ligação no local onde pretende instalar a miniprodução com vista a verificar a existência de condições na rede eléctrica de serviço público (RESP) adequadas à recepção da electricidade a injectar…». Assim, para proteger o seu investimento, a Energlobo procederá a um conjunto de medições de tensão e outras verificações técnicas, necessárias para se garantir que as condições locais da rede permitem absorver a produção prevista.

Em resumo, um sistema de miniprodução solar integra os seguintes componentes:
1 - painéis solares fotovoltaicos para produção de electricidade e respectivas estruturas de fixação;
2 – sistemas de seguimento solar (opcional) para maximizar a produtividade da instalação;
3 - inversores para conversão de corrente contínua para corrente alternada e injecção da energia na rede;
4 - um contador com telecontagem para medição da energia produzida;
5 – acessórios diversos (quadros, cabos, canalizações, protecções).

A produtividade de uma instalação depende fortemente da qualidade dos materiais utilizados e do rigor com que o sistema é projectado e executado. Na Energlobo trabalhamos apenas com os melhores materiais e oferecemos-lhe a segurança de uma equipa muito experiente e altamente qualificada. Contacte-nos.


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