painel solar

Autoconsumo

O autoconsumo consiste na produção de eletricidade para consumo próprio, em instalações que podem, ou não, estar ligadas à rede elétrica de serviço público. Esta solução energética pode ser implementada no setor da habitação, serviços, agricultura ou indústria. O enquadramento legal para o autoconsumo em Portugal está a ser revisto, sendo expectável a publicação de legislação específica no primeiro semestre de 2014.

Nos últimos anos, dados os avanços tecnológicos e a economia de escala do sector fotovoltaico em todo o mundo, os custos da energia fotovoltaica baixaram de forma significativa. Atualmente o custo médio da energia produzida por um sistema fotovoltaico, com uma vida útil de pelo menos 25 anos, é mais baixo que o custo da eletricidade fornecida pela rede pública. Se considerar o aumento constante que se verifica no custo da energia, constata-se que o autoconsumo é hoje a melhor solução para diminuir a fatura energética.

Podemos classificar os sistemas de autoconsumo em sistemas isolados/autónomos e sistemas com ligação à rede elétrica.


Sistemas de autoconsumo autónomos

Sistemas autónomos são sistemas de produção e consumo de energia elétrica normalmente afastados da rede elétrica. São a solução ideal para os locais em que, por razões técnicas ou económicas, não é possível a ligação à rede. Nestes sistemas toda a energia consumida é produzida localmente, armazenando o excedente de energia produzida em baterias para permitir o seu uso posterior.

Esquema de funcionamento de um sistema autónomo de autoconsumo

Um sistema autónomo é constituído por um ou mais geradores de energia, normalmente módulos fotovoltaicos que captam a energia do sol, ou sistemas híbridos com aerogerador. Através de um regulador de carregamento a energia elétrica é carregada para as baterias, onde é armazenada até ser necessária. Tipicamente, a energia armazenada nas baterias é convertida de corrente contínua para corrente alternada a 231 V através de um inversor com capacidade de controlo de tensão. Deste modo é possível o uso de todo o tipo de equipamentos convencionais, da mesma forma que numa instalação ligada à rede.

Existem ainda sistemas de corrente contínua que não possuem inversor, permitindo apenas o uso de aparelhos de corrente contínua, normalmente de 12 ou 24 V. Este é o sistema autónomo mais simples, adequado para pequenas instalações.


Sistemas de autoconsumo com ligação à rede

São sistemas ligados à rede elétrica de serviço público – RESP. A energia consumida pela instalação é um misto de energia produzida localmente e energia comprada à rede elétrica, com prioridade de utilização da energia produzida localmente.

Nestes podemos distinguir os sistemas sem injeção na rede e os sistemas com injeção na rede, de acordo com o destino dos excedentes de produção do sistema de autoconsumo.

Sistemas sem injeção na rede

Esquema de funcionamento de um sistema de autoconsumo sem injeção na rede pública

Sistemas de autoconsumo sem injeção na rede, são sistemas em que os excedentes de energia produzidos pelo sistema, não são injetados na rede elétrica de serviço público (RESP), sendo a energia produzida utilizada instantaneamente, ou acumulada em baterias para uso posterior.

Em sistemas sem capacidade de armazenamento de energia, para impedir que a energia excedente seja injetada na rede existem equipamentos que analisam o fluxo de potência no ponto de entrada da instalação para que:
- o inversor produza só a energia que as cargas da instalação pedem, evitando assim injeção de excedentes na RESP, assegurando-se uma corrente mínima da RESP às cargas;
- quando a produção fotovoltaica for insuficiente, a RESP assegure a energia necessária para satisfazer a procura.

Em sistemas com capacidade de armazenamento de energia, para impedir que a energia excedente seja injetada na rede existem equipamentos que analisam o fluxo de potência no ponto de entrada da instalação para que:
- o inversor/regulador de carga produza só a energia que as cargas da instalação pedem, sendo a energia excedente armazenada em baterias;
- quando a produção instantânea fotovoltaica for insuficiente ou inexistente, o sistema vá consumir prioritariamente a energia acumulada em baterias.

Esquema de funcionamento de um sistema de autoconsumo com injeção na rede pública e capacidade de armazenamento de energia

Sistemas com injeção na rede

O excedente de produção do sistema pode ser injetado na rede, de acordo com as condições licenciadas para a instalação (em termos de potência, limite de produção, limite de tensão, etc.). Esta energia é contabilizada num contador de eletricidade, sendo tratada de acordo com as regras regulamentares em vigor (em termos de tarifa, créditos energéticos, taxas, etc.).

Nos sistemas com injeção na rede o modo de gestão da energia produzida pode variar substancialmente em função da existência, ou não, de capacidade de armazenamento de energia (normalmente através de baterias).

Em sistemas sem capacidade de armazenamento de energia todo o excedente de energia produzido é injetado na rede. Assim o sistema vai funcionar da seguinte forma:
- Toda a energia produzida será prioritariamente consumida localmente;
- No caso do consumo local ser inferior à produção instantânea o excedente é injetado na rede;
- No caso do consumo local ser superior à produção instantânea a energia complementar necessária é fornecida pela RESP.

Fluxos de energia ao longo do dia num sistema de autoconsumo liagdo à RESP, sem capacidade de armazenamento de energia

Em sistemas com capacidade de armazenamento de energia, apesar de se poder injetar energia na rede, pode ser interessante (dependendo das tarifas de venda e de compra em vigor) acumular alguma da energia produzida para utilização posterior aumentando a taxa de autoconsumo. Este sistema vai funcionar da seguinte forma:
- Toda a energia produzida será prioritariamente consumida localmente;
- No caso do consumo local ser inferior à produção instantânea o excedente é injetado na rede ou acumulado para uso posterior (de acordo com o que for mais vantajoso no momento);
- No caso do consumo local ser superior à produção instantânea a energia complementar necessária é fornecida prioritariamente pelo sistema de acumulação de baterias e depois pela RESP.

Fluxos de energia ao longo do dia num sistema de autoconsumo liagdo à RESP, com capacidade de armazenamento de energia


Dimensionamento/otimização de sistemas de autoconsumo

Para poder beneficiar de todas as vantagens que o autoconsumo apresenta, é necessário um projeto rigoroso que permita otimizar a taxa de autoconsumo do sistema, ou seja diminuir a quantidade de excedentes de energia produzida em relação aos consumos efetivos.

A quantidade de energia consumida varia ao longo do tempo e em função das características da instalação, da mesma forma que a energia produzida pelo sistema de autoconsumo varia ao longo do ano e de acordo com as condições climatéricas. A máxima aproximação entre a energia produzida e consumida a cada momento e numa base anual, e a máxima diminuição do custo da energia produzida de acordo com o seu enquadramento legal, é o desafio que se coloca ao projetista. A solução passa pela análise estatística dos perfis de consumo, pela seleção cuidada dos equipamentos e pela escolha do enquadramento legal mais favorável.

A mudança de comportamento consciente de consumo de energia ou a instalação de equipamentos que realizem a gestão de consumos contribuí também para a otimização dos sistemas de autoconsumo.

O autoconsumo é um investimento seguro, em que a rentabilidade é garantida pelo valor da energia – cada vez mais elevado - que o cliente deixa de comprar à rede. A dimensão das instalações e o investimento associado podem ser adequados aos seus objetivos, variando desde algumas unidades até centenas de quilowatts. Na Energlobo oferecemos-lhe a confiança de um parceiro experiente, sério e profissional que está presente ao longo de todo o ciclo de vida do seu investimento. Contacte-nos.


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